Algo Mais.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009



Bom, hoje tive prova de literatura sobre um livro de Machado de Assis. Não, não era Dom Casmurro. Era "O Alienista". Em primeiro lugar já vou dizendo que não li, mas esse não é o ponto forte da questão. O que eu quero por em questão é a minha indignação, pelo fato de livros como esse e até Dom Casmurro serem indicados pra leitura, e, como no meu caso, obrigados pra fazer uma prova. Em primeiro lugar, todos sabemos que Machado de Assim foi sim um grande escritor. E até me encanta as ideias principais das histórias dele, porque pra uma pessoa ter as ideias de histórias que ele teve, tem que ter uma santa de uma imaginação. Mas ao mesmo tempo, digo isso por tentativa própria de leitura, os livros são super tensos. Ele faz digressão muitas vezes. Em 5 páginas, só meia é o presente. AS outras 4 e meia são de memórias. E, man, isso é muito ruim. Não se sabe quando aconteceu. Você tá de boa lendo um negócio, quando de repente, ele já começa a contar de um fato que ocorreu, e é tenso. Outra coisa é a linguagem. Pelo amor de Deus, se um dia alguém achar uma adaptação de Machado de Assis para linguagem de hoje (tipo bíblia mesmo!), me mande. Lerei. Mas cara, na linguagem que se encontra, sem chance. Ok, pontos tensos colocados, eu pergunto: Porque esses livros são pedidos nas escolas e, pior ainda, no vestibular? Sério, depois ficam indignados porque a maioria da população não lê com frequência. Claro! A criatura nunca leu na vida, vai tentar vestibular. Vê a lista de livros e vai todo feliz na bibroteca pegar os livros pra ler, e se depara com... aquilo! Você acha que uma criatura que não sabe nem o que significa CEP vai querer votar a ter essas emoções? Claro que não. Vai ficar trau-ma-ti-za-da! E não querendo falar mal do meu povo, até porque tô incluída nele, mas eles acham que vão conseguir fazer com que alguém absorva alguma coisa? Na minha sincera e simples opinião de quem vai fazer vestibular ano que vem, deveriam colocar uns livros mais fáceis. Se o que eles pretendem é dificultar, ok, conseguiram. Agora, se eles querem que os universitários faça uma leitura de boa qualidade e que consigam absorver uma ou qualquer coisa dos livros que lêem, sério, deviam colocar umas coisinhas mais atuais. Olhem só os livros que pediram no vestibular 2010 aqui na Federal do Paraná (UFPR): "Anjo Negro", de Nelson Rodrigues; "Inocência", de Visconde de Taunay (Alfredo d´Escragnolle Taunay); "Urupês", de Monteiro Lobato; "Dom Casmurro", de Machado de Assis; "Felicidade Clandestina", de Clarice Lispector; "Leão de Chácara", de João Antônio; "Muitas Vozes", de Ferreira Gullar, "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes; "Romanceiro da Inconfidência", de Cecília Meirelles; "São Bernardo", de Graciliano Ramos. Mais uma coisa. Fiquei puta com a troca de livros. Os três primeiros entraram pra substituir "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida, "Como e por que sou Romancista", de José de Alencar, e "O Santo e a Porca", de Ariano Suassuna, sendo que já li "O Santo e a Porca " e nem precisaria ler "Memórias de um Sargento de Milícias" graças à minha professora de literatura. Mas enfim, é o que digo, who cares? Quem se importa se você vai ou não gostar? Se você vai ou não entender o que tá lendo, ou se vai mudar sua vida. Pois é. Essa é a Educação no nosso país, cada vez melhor, e mais preocupada com o bem estar da juventude.

Um comentário:

Pedro Paz disse...

Parabens... gostei muito do seu Blog :)

Cumprimentos de Portugal :)

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